
67% dos projetos de software estouram orçamento ou prazo. Na maioria dos casos, o problema não é técnico — é de planejamento. Após 12 anos e mais de 200 projetos entregues, identificamos os 7 erros que mais encarecem (e atrasam) projetos de software no Brasil.
Erro 1: Escopo indefinido — o vilão número 1
Começar a desenvolver sem um escopo claro e documentado é como construir uma casa sem planta. Parece óbvio, mas acontece em mais da metade dos projetos que chegam até nós para “resgate”. O cliente diz “quero um app tipo Uber” e o time começa a desenvolver. Três meses depois, surgem 47 funcionalidades que não estavam no briefing original. O custo dobra. O prazo triplica. A solução: investir 2-4 semanas em um Discovery completo antes do primeiro sprint. Documentar cada funcionalidade, cada tela, cada integração. Na MindGroup, usamos uma matriz de complexidade com 14 variáveis que elimina 80% das surpresas.
Quanto custa esse erro: projetos com escopo mal definido custam em média 2.3x mais que o estimado inicialmente.
Erro 2: Escolher a tecnologia errada
Escolher a stack tecnológica por modismo em vez de adequação ao projeto é um erro caro. Já vimos startups escolhendo microserviços para um MVP de 5 telas (overkill), e empresas grandes usando WordPress para um sistema que precisava de milhares de regras de negócio customizadas. A tecnologia certa depende de: tamanho e complexidade do projeto, perfil da equipe que vai manter, requisitos de performance e escalabilidade, e ecossistema de integrações necessárias. A escolha errada pode custar 30-50% a mais em retrabalho quando o projeto precisa ser migrado.
Erro 3: Ignorar o design desde o início
Muitas empresas tratam o design como “perfumaria” e deixam para o final. O resultado: telas que precisam ser refeitas porque a navegação não funciona, fluxos confusos que geram tickets de suporte, e uma experiência que afasta usuários. Apps com design premium convertem 2.4x mais. Investir 15-25% do orçamento em UX/UI desde o Discovery não é gasto — é investimento com retorno mensurável. Prototipar e testar com usuários reais antes de escrever código economiza centenas de horas de desenvolvimento.
Erro 4: Não planejar integrações com antecedência
O projeto está 80% pronto e alguém lembra: “ah, precisa integrar com o SAP”. Integrações com sistemas legados são as tarefas mais imprevisíveis de qualquer projeto. APIs desatualizadas, documentação inexistente, ambientes de teste indisponíveis, aprovações burocráticas que demoram semanas. Na nossa experiência, integrações não mapeadas no início adicionam 2-4 meses ao cronograma e 25-40% ao custo. A solução é simples: listar TODAS as integrações na fase de Discovery e fazer uma POC (Prova de Conceito) das mais críticas antes de comprometer o cronograma.
Erro 5: Pular os testes
Para economizar tempo, equipes pulam testes automatizados. O resultado: bugs em produção que custam 10x mais para corrigir, regressões a cada nova funcionalidade (conserta uma coisa, quebra outra), e noites em claro fazendo hotfixes. O custo de implementar testes desde o início é 15-20% do desenvolvimento. O custo de não ter testes? Até 40% do tempo da equipe gasto em correção de bugs em vez de novas funcionalidades. Projetos com cobertura de testes acima de 70% têm 3x menos bugs críticos em produção.
Erro 6: Subestimar a manutenção pós-lançamento
O orçamento contempla apenas o desenvolvimento até o lançamento. Depois? Surpresa. Atualizações de segurança, compatibilidade com novas versões do iOS/Android, correções de bugs encontrados por usuários reais, melhorias baseadas em feedback, e infraestrutura que precisa escalar. Reserve 15-25% do investimento inicial por ano para manutenção. Empresas que não fazem isso acabam com sistemas obsoletos e vulneráveis em 12-18 meses, forçando um rewrite completo que custa mais que o projeto original.
Erro 7: Não ter métricas de sucesso definidas
O projeto é entregue no prazo e no orçamento. Sucesso? Depende. Se ninguém definiu KPIs claros (usuários ativos, taxa de conversão, NPS, tempo de resposta), não há como saber se o investimento valeu a pena. Métricas devem ser definidas antes do desenvolvimento e implementadas desde a primeira versão. Na MindGroup, todo projeto começa com a pergunta: “como vamos medir se isso deu certo?” e incluímos o tracking no escopo desde o Discovery.
Como evitar todos esses erros
A raiz de quase todos esses erros é a mesma: falta de planejamento estruturado. Um Discovery bem feito, com escopo detalhado, tecnologia adequada, integrações mapeadas e métricas definidas, previne a maioria dos problemas. O primeiro passo é ter uma estimativa realista de investimento. Nossa calculadora gratuita de custo de software usa dados de 200+ projetos reais para gerar estimativas precisas em 2 minutos. Sem compromisso, sem vendedor.
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Checklist: seu projeto está no caminho certo?
Use este checklist rápido para avaliar se seu projeto de software está bem planejado: O escopo está documentado com todas as funcionalidades listadas? A tecnologia foi escolhida com base em requisitos técnicos (não apenas preferência)? O design/UX foi prototipado e validado com usuários? Todas as integrações estão mapeadas com POCs feitas? Existe estratégia de testes desde o primeiro sprint? O orçamento inclui manutenção pós-lançamento? KPIs de sucesso estão definidos e mensuráveis? Se respondeu “não” a mais de 2 itens, seu projeto tem risco alto de estourar orçamento ou prazo.
