
As pesquisas mais recentes mostram que a inteligência artificial já é usada pela maioria das médias e grandes empresas brasileiras, mas ainda de forma rasa e desigual. O IBGE registrou IA em 41,9% das indústrias médias e grandes em 2024, contra 16,9% em 2022. O Cetic.br aponta uso em 17% das empresas com 10 ou mais funcionários em 2025, e em 50% das grandes. Entre decisores de TI de empresas com mais de 100 funcionários, a ABES e a IDC encontraram 95% de uso. O ponto comum das dez pesquisas reunidas aqui é outro: a IA se espalhou mais rápido do que a capacidade das empresas de organizar dados, governar o uso e transformar testes em resultado financeiro.
Este artigo consolida dez levantamentos publicados entre junho de 2025 e outubro de 2026, explica por que os números parecem contraditórios e traduz o que eles significam para quem decide investimentos.
As 10 pesquisas, em uma tabela
Antes de comparar números, é preciso saber quem foi perguntado. Uma pesquisa com donos de pequenos negócios mede algo diferente de uma pesquisa com diretores de TI de grandes grupos. A tabela abaixo resume quem fez cada estudo, quem respondeu e o principal número de adoção.
| Pesquisa | Quem respondeu | Principal número de uso | Publicação |
|---|---|---|---|
| IBGE, Pintec Semestral 2024 | Indústrias médias e grandes | 41,9% usam IA | Setembro de 2025 |
| Cetic.br, TIC Empresas 2025 | Empresas com 10 ou mais funcionários | 17% usam IA | Junho de 2026 |
| Sebrae, Transformação Digital nos Pequenos Negócios 2026 | 7.182 donos de MEI, ME e EPP | 52% usaram IA nas duas semanas anteriores | Agosto de 2026 |
| ABES/IDC, Mercado Brasileiro de Software 2026 | Executivos de empresas brasileiras | 40% já investem em agentes de IA | Junho de 2026 |
| ABES/IDC, Estratégias Digitais em Alta Performance | 107 decisores de TI de empresas com mais de 100 funcionários | 95% usam IA | Agosto de 2026 |
| FGV EAESP, Pesquisa Anual do Uso de TI (36ª edição) | 2.672 médias e grandes empresas | 80% declaram usar IA | Junho de 2025 |
| McKinsey, The State of AI 2026 | 1.719 participantes em 97 países | Quase 9 em 10 usam IA em alguma função | Agosto de 2026 |
| Microsoft, AI Diffusion Report | População em idade ativa | 19,1% dos brasileiros usam IA | Maio de 2026 |
| KPMG, Global AI Pulse 2º tri 2026 | 2.145 líderes, 100 no Brasil | 84% veem valor de negócio na IA | Outubro de 2026 |
| Thomson Reuters, Future of Professionals 2026 | 1.816 profissionais em 62 países | Um terço usa IA não aprovada pela empresa | Junho de 2026 |
As pesquisas internacionais entram por dois motivos. Elas servem de régua para comparar o Brasil e, em alguns casos, trazem recortes brasileiros. Nas próximas seções, cada uma é detalhada com os números que mais interessam a quem toma decisão.
O que dizem as estatísticas oficiais: IBGE e Cetic.br
As duas fontes oficiais usam metodologia estatística com amostras representativas. Por isso, costumam trazer números mais baixos e mais estáveis do que pesquisas com executivos.
A Pintec Semestral, feita pelo IBGE com a ABDI e a UFRJ, mostra o salto mais forte. A parcela de indústrias médias e grandes que usam IA subiu de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024, um avanço de 25 pontos percentuais em dois anos. Segundo o IBGE, foi a tecnologia que mais cresceu no período.
O porte faz diferença. Na mesma pesquisa, o uso chega a 57,5% nas indústrias com mais de 500 empregados, 42,5% nas que têm de 250 a 499 e 36,1% nas de 100 a 249. Entre as que usam IA, a aplicação mais comum é na administração (87,9%), seguida de vendas (75,2%) e desenvolvimento de projetos (73,1%).
A TIC Empresas 2025, do Cetic.br, braço de pesquisas do NIC.br, olha para todas as empresas com 10 ou mais funcionários. Ali, a adoção de IA ficou estável em 13% em 2023 e 2024 e subiu para 17% em 2025, o equivalente a cerca de 93,5 mil empresas. O número ainda está abaixo da média de 20% da União Europeia citada no levantamento.
O recorte por porte repete o padrão do IBGE. Nas pequenas empresas, de 10 a 49 funcionários, o uso foi de 10% para 15%. Nas grandes, com 250 ou mais, subiu de 38% para 50%. Entre as empresas que usam IA, 68% aplicam a tecnologia na automação de fluxos de trabalho, e a geração de linguagem natural, que inclui ferramentas como os assistentes de texto, pulou de 20% para 30%.
O Cetic.br também mostra em que áreas a IA entra. Entre as empresas que usam a tecnologia, 44% a aplicam em marketing ou vendas, 35% na organização de processos administrativos e 34% em segurança digital.
Pequenos negócios: o dono usa, a empresa ainda não organizou
A pesquisa Transformação Digital nos Pequenos Negócios 2026, do Sebrae com o Meta Instituto de Pesquisa, ouviu 7.182 donos de MEI, microempresas e empresas de pequeno porte entre março e maio de 2026. O resultado chama atenção: 52% disseram ter usado IA nas duas semanas anteriores à entrevista.
O Sebrae comparou o dado com a pesquisa equivalente do Census Bureau dos Estados Unidos, em que o índice foi de 21%. Entre as empresas de pequeno porte brasileiras, a adoção chegou a 61%. E 60% dos donos planejam adotar ou ampliar o uso no semestre seguinte, contra 24% nos Estados Unidos.
A aparente contradição com o Cetic.br, que mede 15% nas pequenas empresas, se explica pela pergunta. O Sebrae pergunta se o dono usou IA, inclusive ferramentas gratuitas no celular. O Cetic.br pergunta se a empresa adotou tecnologias de IA. A diferença entre os dois números é, na prática, o tamanho do uso individual que ainda não virou processo da empresa.
O principal obstáculo também aparece na pesquisa. Entre os pequenos negócios que não usam IA e não pretendem usar nos próximos seis meses, 38% citaram falta de conhecimento sobre o que a tecnologia é capaz de fazer. Nos Estados Unidos, a resposta mais comum foi que a IA não se aplica ao negócio.
Médias e grandes: uso quase universal, profundidade limitada
Quando a pergunta vai para decisores de TI de empresas maiores, o uso declarado dispara. O estudo Estratégias Digitais em Alta Performance, da IDC encomendado pela ABES e divulgado em agosto de 2026, ouviu 107 decisores de TI de empresas com mais de 100 funcionários. Nele, 95% afirmam usar IA nas operações e 86% já usam IA generativa.
O mesmo estudo indica que 69% já passaram da fase de testes e têm investimentos estruturados em IA generativa para os próximos 18 meses. A produtividade lidera as motivações de investimento em tecnologia para 2026, citada por 43%, enquanto a redução de custos aparece só em décimo lugar, com 13%.
A Pesquisa Anual do Uso de TI da FGV EAESP, na 36ª edição publicada em junho de 2025, ouviu 2.672 médias e grandes empresas. Nela, 80% declararam usar IA, mas 75% disseram que o uso ainda é limitado, em geral a tarefas simples como assistentes virtuais e análises básicas. As ferramentas mais citadas foram o Microsoft Copilot (40%), o ChatGPT (32%) e o Google Gemini (20%).
O estudo Mercado Brasileiro de Software 2026, da ABES com dados da IDC, completa o quadro com as prioridades de investimento. Para 53% dos executivos, IA generativa e agentes de IA são a prioridade número um de investimento em tecnologia em 2026. Segurança da informação e da nuvem aparece em seguida, com 41%.
Os agentes de IA, sistemas que executam tarefas e não apenas respondem perguntas, já fazem parte da agenda. Segundo a ABES, 40% das empresas brasileiras já investem em agentes e outras 33% planejam começar nos próximos 12 meses. O guia sobre o que é IA agêntica explica a diferença entre um assistente e um agente.

O Brasil no espelho internacional
As pesquisas globais ajudam a calibrar o entusiasmo. O relatório The State of AI 2026, da McKinsey, ouviu 1.719 participantes em 97 países. Quase nove em cada dez organizações usam IA em pelo menos uma função, mas só 37% atribuem à IA algum impacto no lucro operacional, o Ebit.
A McKinsey também separa um grupo de empresas de alto desempenho, que atribuem à IA impacto de 5% ou mais no Ebit. Quase três quartos delas redesenharam fluxos de trabalho de forma profunda por causa da IA. Entre as demais, só um quarto fez isso. O dado sugere que o resultado vem da mudança no processo, não da ferramenta em si.
O AI Diffusion Report da Microsoft mede o uso de IA pela população em idade ativa. No primeiro trimestre de 2026, o Brasil chegou a 19,1%, acima da média mundial de 17,8% e acima dos 17,1% registrados pelo país no segundo semestre de 2025.
A KPMG, na edição do segundo trimestre de 2026 da pesquisa Global AI Pulse, ouviu 2.145 líderes de empresas com receita acima de US$ 550 milhões, sendo 100 no Brasil. Entre os brasileiros, 84% dizem que a IA já gera valor de negócio, acima da média global de 76%. E 87% afirmam que a IA continuará prioridade de investimento mesmo se houver recessão nos próximos 12 meses.
Governança e dados: o gargalo que aparece em quase todas
Se a adoção é o lado otimista das pesquisas, a governança é o lado de alerta. A palavra aparece, com nomes diferentes, em quase todos os levantamentos.
No estudo da ABES com a IDC de agosto de 2026, só 48% dos decisores dizem que seus dados estão bem estruturados e governados. Outros 49% afirmam que os dados estão apenas parcialmente estruturados, com lacunas, e 3% veem a gestão de dados como gargalo significativo. No estudo de junho, a ABES lista qualidade de dados, modernização de sistemas legados, governança e falta de profissionais especializados entre os principais obstáculos para escalar a IA.
O uso sem controle é outro sinal. A pesquisa Future of Professionals 2026, da Thomson Reuters, ouviu 1.816 profissionais das áreas jurídica, tributária, de auditoria, contabilidade, compliance e risco em 62 países. Um terço usa ferramentas de IA não aprovadas pela organização. No recorte brasileiro divulgado pela imprensa especializada, o índice foi de 38%, e 39,1% disseram não ter acesso a nenhuma ferramenta de IA oferecida pelo empregador.
A KPMG registra a mesma preocupação do lado dos líderes. Entre os executivos brasileiros ouvidos, 33% citam segurança de dados, privacidade e gestão de riscos como fatores relevantes para a estratégia de IA nos seis meses seguintes.
Quando funcionários usam IA por conta própria, documentos internos e dados de clientes podem acabar em ferramentas sem contrato corporativo. Isso cria risco de vazamento e de descumprimento da LGPD. Os guias sobre governança de IA nas empresas e sobre LGPD e inteligência artificial em 2026 detalham como estruturar regras de uso.
Consolidação: por que os números variam tanto
Os números de adoção vão de 15% a 95%, dependendo da pesquisa. Isso não significa que alguma delas esteja errada. Significa que cada uma mede uma coisa diferente. A tabela abaixo organiza os dados por tipo de pergunta, que é a variável que mais explica a diferença.
| O que a pesquisa mede | Faixa encontrada | Pesquisas |
|---|---|---|
| Adoção formal pela empresa, amostra estatística, pequenas empresas | 15% | Cetic.br |
| Adoção formal pela empresa, amostra estatística, todas com 10 ou mais funcionários | 17% | Cetic.br |
| Uso individual pela população em idade ativa | 19,1% | Microsoft |
| Adoção formal, amostra estatística, indústrias médias e grandes | 36,1% a 57,5% (41,9% no total) | IBGE |
| Adoção formal, amostra estatística, grandes empresas | 50% | Cetic.br |
| Uso declarado pelo dono do pequeno negócio | 52% a 61% | Sebrae |
| Uso declarado por médias e grandes empresas | 80% | FGV EAESP |
| Uso declarado por decisores de TI de empresas com mais de 100 funcionários | 95% | ABES/IDC |
Metodologia: consolidação própria da Mind Group a partir das dez pesquisas citadas neste artigo, abertas e conferidas em outubro de 2026. Agrupamos os números de adoção pelo tipo de pergunta (adoção formal da empresa em amostra estatística, uso individual ou uso declarado por gestores) e pelo porte das empresas. Não fizemos média entre pesquisas, porque as amostras e as perguntas não são comparáveis entre si. As faixas mostram o menor e o maior valor publicado em cada grupo.
A leitura da tabela leva a três conclusões. A primeira é que a adoção formal cresce com o porte: em todas as fontes estatísticas, empresas maiores usam mais IA. A segunda é que o uso individual está à frente da adoção formal, como mostra a distância entre o Sebrae e o Cetic.br. A terceira é que o uso declarado por gestores é muito mais alto do que o medido nas estatísticas oficiais, o que pede cautela ao usar esses números para comparar a sua empresa com o mercado.
Para um gestor, a pergunta útil não é “minha empresa usa IA?”, porque a resposta provavelmente já é sim. A pergunta útil é “a IA está dentro de algum processo, com dono, métrica e regra de uso?”.
O que as pesquisas dizem sobre retorno
O retorno ainda é desigual. A McKinsey mostra que só 37% das organizações atribuem algum impacto no Ebit à IA. A FGV indica que três em cada quatro empresas que usam IA ainda estão em aplicações simples. E o Sebrae registra que, em 90% dos pequenos negócios que usam IA, o quadro de funcionários não mudou em seis meses.
Ao mesmo tempo, a KPMG registra que 84% dos líderes brasileiros de grandes empresas veem valor de negócio na IA. A diferença está, de novo, em quem responde e no que se considera valor. Para líderes de grandes empresas, valor pode ser velocidade ou qualidade. Para a McKinsey, a pergunta é sobre lucro operacional.
O caminho apontado pelas pesquisas é parecido. As empresas que capturam resultado redesenham processos, escolhem casos de uso com métrica clara e investem em dados. O Sebrae mostra que 46% dos pequenos negócios brasileiros que usam IA desenvolveram novos fluxos de trabalho, um sinal de que a mudança de processo já começou também entre os menores.
Quem precisa demonstrar retorno à diretoria pode usar a metodologia do guia sobre como medir o ROI de projetos de tecnologia, que ajuda a definir a linha de base antes de começar.

O que fazer com esses dados na sua empresa
As pesquisas apontam um padrão claro. A IA já chegou às mesas das pessoas, mas ainda não chegou aos processos. Quem quer sair do uso individual para o uso com resultado pode seguir uma sequência simples.
- Mapeie o uso atual. Pergunte às equipes quais ferramentas de IA usam e para quê, sem punir quem já usa.
- Ofereça um canal oficial. Uma ferramenta com contrato corporativo reduz o uso não autorizado e protege os dados.
- Escolha de um a três casos de uso com métrica. Atendimento, vendas e processos administrativos aparecem nas pesquisas como as áreas de maior adoção.
- Organize os dados desses casos. Sem dados confiáveis, a IA reproduz os mesmos erros da operação, só que mais rápido.
- Redesenhe o processo, não só a ferramenta. A McKinsey associa os melhores resultados à mudança de fluxo de trabalho.
- Defina regras de uso e segurança. Inclua quais dados podem ser usados, quem aprova novas ferramentas e como os incidentes são tratados.
- Meça e decida. Compare o resultado com a linha de base e decida se o caso escala, muda ou para.
Para quem já passou da fase de testes, o próximo passo costuma ser conectar a IA aos sistemas da empresa. O guia sobre como integrar inteligência artificial ao sistema da empresa mostra os caminhos técnicos, e o artigo sobre automação com IA em operações corporativas traz exemplos de processos que costumam ser automatizados primeiro.
Quanto custa sair do teste para o processo
As pesquisas não medem o custo de um projeto de IA, e os números variam muito conforme o escopo. Como referência, a Mind Group usa em 2026 a faixa de 150 a 600 horas para automações ou integrações com IA, o que equivale a R$ 16,5 mil a R$ 114 mil, calculados como horas estimadas × valor-hora de R$ 110 a R$ 190, conforme a senioridade do time. O valor final depende do escopo de cada projeto.
A faixa cobre desde uma integração simples, como um assistente que consulta documentos internos, até automações que conectam vários sistemas. Projetos que envolvem dados sensíveis ou muitas integrações tendem a ficar na parte alta. O guia sobre quanto custa implementar IA na empresa detalha os fatores que mais pesam no orçamento.
O custo de operação também entra na conta. A McKinsey registra que uma em cada cinco organizações limita o uso de IA por causa dos custos de operação. Escolher modelos adequados a cada tarefa e acompanhar o consumo desde o início evita que o projeto pare por causa da fatura mensal.
Os limites desta consolidação
Toda comparação entre pesquisas tem limites, e vale deixá-los claros. As pesquisas usam períodos diferentes: a Pintec mede 2024, a FGV foi publicada em 2025 e as demais em 2026. As amostras também variam, de 107 decisores de TI no estudo da ABES com a IDC a mais de 7 mil donos de pequenos negócios no Sebrae.
As perguntas não são iguais. “Usar IA” pode significar ter um modelo de previsão de demanda em produção ou abrir o ChatGPT no celular uma vez por semana. Por isso, a tabela de consolidação não faz médias e mostra os números separados por tipo de pergunta.
Por fim, pesquisas de associações e consultorias ouvem quem aceitou responder, o que pode favorecer empresas mais engajadas com tecnologia. As estatísticas do IBGE e do Cetic.br seguem amostras representativas e são a melhor referência para comparar a sua empresa com o conjunto do mercado.
Como a Mind Group pode ajudar
A Mind Group é uma software house brasileira, fundada em 2016, que desenvolve sistemas, aplicativos e soluções de inteligência artificial sob medida para empresas de todo o Brasil. Tem mais de 60 desenvolvedores próprios, mais de 500 produtos digitais lançados, nota 5,0 no Clutch com 17 avaliações verificadas de clientes, entrega o código-fonte ao cliente e mantém uma frente de cibersegurança dedicada à correção de vulnerabilidades e à resposta a incidentes.
As pesquisas mostram que o gargalo da IA nas empresas brasileiras está menos na ferramenta e mais nos dados, na integração com os sistemas e na governança. É nesse ponto que a Mind atua: desenvolve soluções de IA sob medida, conectadas aos sistemas que a empresa já usa, com entregas a cada duas semanas e uma versão para testar em cada ciclo. A frente de cibersegurança participa quando o projeto envolve dados sensíveis ou acesso a sistemas críticos.
Um exemplo próprio é o Financeirinhos, app de educação financeira infantil com assistente de IA, desenvolvido integralmente pela Mind, com lançamento previsto para novembro de 2026. Para conhecer os critérios de contratação de projetos sob medida, veja a página de desenvolvimento de sistemas e o guia de agentes de IA para empresas.
Atualizado em outubro de 2026.
Perguntas frequentes
Quantas empresas brasileiras usam inteligência artificial em 2026?
Depende de quem é medido. O Cetic.br registrou uso em 17% das empresas com 10 ou mais funcionários em 2025, o IBGE encontrou 41,9% nas indústrias médias e grandes em 2024, e a ABES com a IDC apontou 95% entre decisores de TI de empresas com mais de 100 funcionários. As fontes oficiais são as mais indicadas para comparar com o conjunto do mercado.
Por que as pesquisas sobre IA no Brasil mostram números tão diferentes?
Porque as perguntas e as amostras são diferentes. Algumas medem a adoção formal pela empresa com amostra estatística, outras medem o uso individual, e outras ouvem só gestores de grandes empresas, que tendem a declarar uso maior.
Pequenos negócios brasileiros usam IA?
Segundo o Sebrae, 52% dos donos de pequenos negócios usaram IA nas duas semanas anteriores à pesquisa de 2026. Já o Cetic.br mede adoção formal em 15% das pequenas empresas, o que indica que boa parte do uso ainda é individual.
O Brasil está atrasado em IA em relação a outros países?
Em uso pela população em idade ativa, o Brasil chegou a 19,1% no primeiro trimestre de 2026, acima da média mundial de 17,8%, segundo a Microsoft. Na adoção formal pelas empresas, o Cetic.br registra 17%, abaixo dos 20% da União Europeia citados no levantamento.
Qual o maior obstáculo para a IA nas empresas brasileiras?
As pesquisas apontam dados e governança. No estudo da ABES com a IDC, só 48% dos decisores dizem ter dados bem estruturados e governados, e entre os pequenos negócios que não usam IA, 38% citam falta de conhecimento sobre o que a tecnologia faz.
As empresas brasileiras já têm retorno com IA?
Parte delas, sim. A KPMG registra que 84% dos líderes brasileiros de grandes empresas veem valor de negócio na IA, enquanto a McKinsey, em escala global, aponta que 37% atribuem algum impacto no lucro operacional. Os melhores resultados aparecem onde houve redesenho de processos.
Por onde uma empresa deve começar a usar IA?
Mapeie o uso atual, ofereça uma ferramenta oficial com contrato corporativo e escolha de um a três casos de uso com métrica clara. Depois organize os dados desses casos e defina regras de uso antes de escalar.
Fontes: Teletime: IBGE, Pintec Semestral 2024 · Convergência Digital: TIC Empresas 2025, Cetic.br · Cetic.br: TIC Empresas 2025, indicador H10 · Agência Sebrae: pequenos negócios e IA · ABES: Mercado Brasileiro de Software 2026, parte 2 · ABES: Estratégias Digitais em Alta Performance · FGV EAESP: Pesquisa Anual do Uso de TI · McKinsey: The state of AI in 2026 · Microsoft: AI Diffusion Report 2026 Q1 · EuQueroInvestir: KPMG Global AI Pulse · Thomson Reuters: Future of Professionals 2026 · TI Inside: recorte brasileiro da Thomson Reuters
